quarta-feira, 14 de março de 2012

Psicomotricidade na Educação Física

Segundo a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, fundada em abril de 1980 “Psicomotricidade é a ciência que tem por objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo”.

A psicomotrocidade integra várias técnicas com as quais se pode trabalhar o corpo (todas as suas partes), relacionando-o com a afetividade, o pensamento e o nível de inteligência. Ela enfoca a unidade da educação dos movimentos, ao mesmo tempo que põe em jogo as funções intelectuais.

Essas atividades que foram desenvolvidas no grupo, favorecem a integração e a socialização entre as crianças, portanto propicia o desenvolvimento tanto psíquico como motor. Por esses motivos a psicomotricidade é trabalhada em nossa escola auxiliando o desenvolvimento motor e intelectual dos educandos , sendo que o corpo e a mente são elementos integrados da sua formação.










































quinta-feira, 8 de março de 2012

ENTREVISTA


Entrevista realizada pelo educando Henrique do 5º ano a sua avó materna.
Com o objetivo de perceber  as diferenças na educação dos avós.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER... 08/03


 E.M.E.F.E.I AMÁLIÁ DALTOÉ AGOSTINI

                

                                                          MUDANÇA DE PARADIGMAS

A mulher, durante milênios, se enxergou através do olhar masculino. Foram os homens quem determinaram nossa forma de ser e agir, nos fazendo acreditar que sempre havia sido assim, e na sua fala nos transmitiam mentiras e preconceitos que se perpetuam até hoje. Interessante é que essa cultura preconceituosa e machista atravessou os séculos sem que a mulher percebesse que isto era uma retumbante mentira já que é ela quem dava a unidade familiar, foi ela quem sustentou a família enquanto o homem se ausentava temporária ou definitivamente. A fala disseminada ao longo dos séculos foi de que a mulher era frágil, sem condições de pensar, criar ou sobreviver sem o homem, servindo apenas como um grande útero. Cabe a nós, mulheres livres dessas mentiras, criarmos nossos filhos e filhas a margem desses preconceitos para que num futuro a mulher tenha realmente seus direitos e o reconhecimento que lhe é devido. É nossa a responsabilidade de mudar esse paradigma. Ser mulher é o talento mais lindo que a Natureza pôde criar. Geramos e alimentamos vida. Precisamos ser dignas desse talento. 
“Assim, vamos homenagear as mulheres do mundo inteiro, que ainda sofrem a discriminação.                                           Por isso solicitamos que os meninos tragam flores de suas casas no dia 08/03 para distribuírem as meninas, pois estas representam todas as mulheres.”
A SENSIBILIDADE  EM  NOSSOS  FILHOS  E FILHAS,  SÓ É POSSIVEL SE NÓS EDUCADORES E PAIS, ASSIM  INCENTIVARMOS  NELES.
(coordenadora Clarice)














     No dia 08 de março é comemorado o dia Internacional da MULHER.... A escola Amália desenvolveu atividades com as crianças e funcionários para homenagear as mulheres.
             Os educandos trouxeram flores para as educandas em homenagem...
               Foi um momento de alegria sorrisos e abraços...
                       Os educandos divertiram se com a homenagem...
           Desfile das educandas e funcionárias também marcaram esse encontro...
      Os educandos capricharam nas flores para homenagear as mulhres da Escola.
             É com alegria que homenageamos as mulheres neste dia especial.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

História: Menina Bonita do Laço de Fita





Os educando confeccionaram uma boneca com suas  famílias.
Trabalhar  no PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA : FAMÍLIA ESCOLA EXERCENDO A CIDADANIA sobre a discriminação racial  na educação infantil e nas series iniciais é ao mesmo tempo um 
tema indispensável e complexo. Indispensável porque é neste momento que a criança está 
em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá 
contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas, 
religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade. 
Complexo, pois envolve não somente os preconceitos  dos alunos/as e familiares, mas também dos 
próprios professores. Em função disso muitas vezes  este tema ou é tratado de forma 
superficial, enfatizando só o sentimento de consideração por ter o negro contribuído para a 
construção da ‘nação brasileira’, ou é simplesmente ignorado. 

Menina Bonita do Laço de Fita

Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.
A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.
Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.
E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.
E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.
E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...

[de Ana Maria Machado, livro.
ilustração: Claudius]